Quando a vida pede distância 

Não dá para segurar a água, então desvia-de os rios. Deixa que os sentimentos continuem correndo por outros caminhos, infiltrando, inundando, lavando a Alma que tiver que lavar. Não regará mais as mesmas flores, tão pouco vera amadurecer os mesmos frutos. Mas há momentos em que a vida pede distância e o rio é obrigado a mudar seu curso para encontrar o mar em outro lugar. 

A terra secará.

O verde vai se acinzentar.

Nem o cheiro poderá ser o mesmo.

Então a contemplação abraçará a saudade.

Não dá para segurar a água, como não dá para apagar o fogo. O corpo se amorna em brasas enquanto a alma…  ah, a alma e suas labaredas do fogo mais ardente que (não) pode existir. 

Nao se segura a água

Não se apaga o fogo

Não se aprisiona o vento.

Porque a vida pede distância e sempre vai para aonde o vento levar. Confia que é o melhor Lugar para ir… longe, bem longe, o mais longe que conseguir.  Então segue com o vento por entre as tempestades, por entre noites e dias, sempre em frente, porque a vida pede distância. 

E de todos os egoísmos escolheu sempre partir por não ter forças para os laços, os abraços. De todos os egoísmos escolheu sempre partir porque não quer segurar a água, não quer apagar o fogo, não quer aprisionar o vento. 

Assim vai embora deixando para trás rastros de memórias para que aqueles com quem um dia cruzou possam se lembrar de quem foi. A vida pede distância, e mesmo distance, pessoas vivem dentro de nós! 

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